Espaço de Cores – O que um fotógrafo precisa entender sobre perfil de cores

By Novidades

Para um melhor entendimento leia o material abaixo.

Espaço de Cores, também conhecido como Perfil de Cores é um modelo matemático para representar o alcance de um conjunto de cores. Através dele é possível estabelecer um padrão para visualização da cor de uma imagem, em nosso caso a fotografia.

Neste artigo reuni diversas informações sobre o assunto, espero te auxiliar e responder todas suas dúvidas. Que de hoje em diante, saiba muito mais sobre espaço de cores.

Apesar de estar lendo este artigo, procurando entender sobre os espaço de cores, tenho certeza que pelo menos algumas vezes você já ouviu ou leu algo sobre sRGB, Adobe RGB e ProPhoto. Estou certo ou errado?

Estes são os perfis de cores mais conhecidos na fotografia. No ramo gráfico por exemplo, o mais conhecido e utilizado é o CMYK

Importante: Por favor não confundir Espaço/Perfil de cor com Perfil ICC.O Perfil ICC está diretamente ligado à impressão, enquanto o perfil/espaço de cor com a visualização. Em algum momento eles se encontram, mas isso é assunto para outro artigo bem completo como este.

O BÁSICO SOBRE CORES – TEORIA

Para entender o mais complexo, é importante entender o básico. Por isso, fiz questão de compartilhar a teoria das cores, conhecida também como natureza das cores.

A FORMAÇÃO DAS CORES PELO RGB

O RGB é a sigla representante de Red, Green e Blue (Vermelho, Verde e Azul). Estas cores e suas variações são as que formam todas as cores visíveis em nosso monitor.

 

Cada cor primária RGB, podemos pensar como um feixe de luz colorido e a junção de todas estas luzes, forma-se o ponto de branco, ou seja, quanto mais intensa esta luz, mais intensa as cores, até chegar à cor branca, que no RGB é a junção de todas as cores em sua intensidade máxima.

Muito Importante: Em minilabs que ampliam nossas fotografias, são utilizados raios de luz e químicos para criar as cores, por isso, as fotos como conhecemos são “produzidas” em RGB e não CMYK.

Enquanto no Minilab as cores são intensificadas pelo acréscimo de luz (RGB), nas impressoras e gráficas as cores são intensificadas pelo acréscimo de preto (CMYK).

O ESPAÇO DE CORES E O ESPECTRO

Agora que já passamos sobre o básico, acredito que você está preparado(a) para entender os espaços de cores. É super importante para nós fotógrafos entendermos sobre.

A melhor maneira de explicar as diferenças práticas entre estes perfis (ProPhoto, Adobe RGB, sRGB) utilizados na fotografia é a comparação. Para isso, utilizarei abaixo figuras e gráficos conhecidos como espectro de cores.

Imagine o seguinte. Em determinado gráfico, a quantidade máxima de cores possíveis de serem reproduzidas. Esta é a referência que temos no Espectro de Cores abaixo e nenhuma cor adicional pode ser representada fora deste gráfico.

 

E O ESPAÇO DE CORES NO ESPECTRO?

Agora que já vimos o gráfico acima, vamos para o comparativo dos espaços de cores mais comuns na fotografia, são eles o ProPhoto, Adobe RGB e o sRGB.

A imagem abaixo, ilustra perfeitamente este comparativo e o alcance de cada perfil.

 

Na imagem acima fica simples de analisar que:

1 – O ProPhoto é o espaço de cor que abrange a maior quantidade de cores;
2 – O mais popular sRGB é o perfil de cor com a menor quantidade de cores do espectro;

QUAL ESPAÇO DE CORES É MELHOR?

Teoricamente, vimos que o ProPhoto é o espaço de cor com mais detalhamento do espectro, então poderia ser votado como o melhor espaço de cores certo?

Mas isso não significa que vamos exportar e usar todas as fotos em ProPhoto, aliás nem é recomendado. O mais importante é saber qual será a utilização da fotografia!

Então abaixo, segue uma lista geral:

1 – Use sRGB para todas as fotos que serão utilizadas na Web, impressão de álbuns em miniLabs e portifólios nas TVS e iPads. Nem mesmos alguns monitores profissionais conseguem reproduzir mais que o espaço de cor sRGB.

2 – Use Adobe RGB quando for enviar suas fotos para impressão num Ateliê de Fine Art, pois é capaz de alcançar melhores resultados que os minilabs.

3 – O ProPhoto na prática, por enquanto infelizmente não tem seu espaço. Assim que tiver novidades, faço um compromisso com vocês de atualizar este artigo.

COMO O PHOTOSHOP TRABALHA?

No photoshop é simples entender como ele trabalha com o gerenciamento do espaço de cores , pois cada imagem pode ser aberta num espaço de cor pré estabelecido pelo fotógrafo/editor.

Também é possível aplicar um perfil específico numa imagem já aberta, ou seja, converter de um perfil a outro.

 

COMO O LIGHTROOM TRABALHA COM O ESPAÇO DE CORES?

No próprio site da Adobe há uma nota sobre o gerenciamento de cores no Lightroom. Abaixo, segue um trecho do texto.

O Lightroom simplifica o gerenciamento de cores no seu fluxo de trabalho fotográfico. Você não precisa escolher configurações de cor ou perfis de cor até que esteja preparado para processar a saída das suas fotos. Para tirar proveito do gerenciamento de cores do Lightroom, é necessário calibrar o monitor do computador, para visualizar as cores com precisão.

ESPAÇOS DE COR, PERFIS DE COR E CURVAS DE RESPOSTAS TONAIS

Embora não seja necessário compreender como o Lightroom gerencia as cores internamente, as informações a seguir podem ser úteis no seu fluxo de trabalho.

Um espaço de cor descreve uma faixa ou uma gama de cores. Vários dispositivos no seu fluxo de trabalho fotográfico têm diferentes gamas de cores em que eles podem gravar, armazenar, editar e processar fotos. Um perfil de cor define um espaço de cor, de forma que o Lightroom saiba como gerenciar e converter cores na sua foto.

O módulo Biblioteca armazena todas as visualizações no espaço de cor AdobeRGB. Essas visualizações também são usadas ao se imprimir no modo de rascunho. A menos que escolha diferentemente no painel Prova virtual, o módulo Revelação também exibe fotos no espaço de cor ProPhotoRGB.

Um perfil de cor também é definido por um valor de gama, ou mais precisamente, trata-se de uma curva de resposta de tons. A curva de resposta de tons define como os valores de tons na imagem raw são mapeados. Para fornecer informações úteis no histograma e na exibição de valores RGB, o Lightroom assume um valor de gama de aproximadamente 2.2. Mais precisamente, ele utiliza uma curva de resposta de tons semelhante àquela do espaço de cor sRGB.

Embora o Lightroom utilize uma curva de resposta de tons de modo a fornecer informações para o histograma e valores RGB, ele manipula os dados raw antes do mapeamento de tons. O trabalho nesse gama linear evita muitos dos artefatos que podem resultar do trabalho com uma imagem de tons mapeados.

PERFIS DE COR DE SAÍDA

Ao imprimir uma foto no Lightroom, você pode optar por converter as cores de forma a corresponder melhor ao espaço de cor da impressora, do papel e da tinta que você está usando. Para obter informações sobre como trabalhar com perfis de cor da impressora

O Lightroom exporta automaticamente as imagens nos módulos de Slideshow e da Web usando o perfil sRGB, para que a cor tenha uma boa aparência na maioria dos monitores de computador.

O QUE VOCÊ ACHOU DESTE ARTIGO?

Obrigado pela leitura, e compartilhe com seus amigos, pois eles também podem precisar disso algum dia.

Abraços e até a próxima!

 Fonte: Falando de Foto

Você conhece o Adobe Color CC?

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Quem trabalha com fotografia, seja para encadernação ou para revelação, sabe que às vezes criar um tema de cor não é tarefa das mais simples. A partir disso, desenvolvedores elaboraram inúmeros aplicativos que fazem este trabalho automaticamente, permitindo que você encontre tonalidades semelhantes às que são utilizadas em suas fotos.

Uma das melhores opções disponíveis hoje para essa atividade é o Adobe Color CC. Com versões para web e para iOS, o aplicativo gera em alguns instantes um tema completo para você usar naquilo que está desenvolvendo, trabalhando de um jeito quase automático para facilitar seu dia a dia.

Como o app faz parte do pacote Adobe, você pode fazer suas criações em qualquer lugar a partir do tablet ou smartphone, e salvá-las na sua conta do Creative Cloud. Depois, a informação fica disponível a partir do PC para ser usada no Photoshop e Illustrator. Além disso, seu projeto pode ser acessado facilmente a partir das novas aplicações móveis da Adobe, como o Photoshop Sketch e o Illustrator Draw.

O app para pc é muito fácil de mexer, importe uma foto, e o sistema irá te dar uma paleta de cores para você usar em seus projetos, e o melhor é inteiramente grátis.

confira em https://color.adobe.com

Distância Focal

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Enfim, o último post da série. Eu não sei se devia ter falado de distância focal antes, mas de qualquer forma, agora não tem mais volta, né? Ainda vou ver se tem mais alguma coisa básica para ser explicada. Se sim, eu monto um post novo ou atualizo outro que tenha relação, ok?

Vamo lá. A distância focal de uma lente é uma variável medida em mm (milímetros) tão importante quando a abertura de seu diafragma; ela basicamente define o quanto a câmera vai conseguir capturar de uma cena. Quanto menor o valor da distância focal, mais detalhes vão ser capturados no resultado final, e assim o contrário. Aí a gente esbarra um pouco com os tipos de lentes existentes.

Uma lente básica e considerada “normal” é a 50mm, porque é a que mais se aproxima do ângulo de visão humano, logo, ela acaba sendo ótima para retratos, fotos de pessoas em geral, animais de estimação, objetos.

A lente grande-angular é a que tem um ângulo de visão maior do que o do olho humano, “pega” mais informações nas laterais e por isso acaba sendo perfeita para fotos de paisagens, arquitetura, etc. O problema desse tipo de lente é que ela distorce um pouco a cena, então evite fazer retratos com ela se não quiser um nariz e testa maiores do que o normal. É intenção? Manda ver!

Vale lembrar que nem toda grande-angular distorce tanto as imagens, a 35mm é um exemplo. Pra compensar, tem aquelas que distorcem e muito, como a famosa fisheye, considerada até uma super-angular por conta das capturas em 180º. Lentes 17 e 24mm são bons exemplos de grandes-angulares “normais”.

Agora as tele-objetivas, são as que têm ângulo de visão menor que o do olho humano, elas aproximam mais as cenas conseguindo capturar detalhes mais isolados. São ótimas para fotografar animais selvagens e até mesmo pessoas, quando precisam ficar muito distantes. Exemplos: lentes 70, 105, ou 200mm.

Quer entender tudo de uma vez por todas? Olha essa simulação:

Existem muitos modelos de lentes que vão de Xmm a Ymm, ou seja, não são fixas, não possuem apenas uma distância focal disponível; elas são as lentes do tipo zoom. Apesar de caras, são sempre muito versáteis para quem não quer ficar trocando de lente o tempo todo, principalmente quando você precisa pegar aquele momento ali, na correria.

Entenderam como funciona? Entenderam como tudo na série funciona? Gostaram dos posts?Pois é, eles não terminam por aqui. Breve teremos mais.

Balanço de Branco

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Nossa série já mostrou como expor corretamente uma fotografia manipulando os três principais pilares da exposição: abertura do diafragma, velocidade do obturador e ISO. Mas e quando a luz está ok, mas as cores não têm nada a ver com a realidade?

A cor da luz é na maioria das vezes chamada de temperatura; ela muda principalmente de acordo com o ambiente e com a fonte da iluminação, indo dos tons mais alaranjados e amarelados até os azulados. Quer ver um exemplo? Há mais de uma década, a maioria das casas usava lâmpadas de tungstênio (aquelas antigas). Lembra como você achou as novas lâmpadas fluorescentes super azuis, mas depois se acostumou? Pois é, nosso olho é bem mais inteligente que a câmera; ele se adapta rapidamente ao ambiente e enxerga as cores corretas: branco é branco, preto é preto, azul é azul, e assim por diante.

No menu da câmera, você encontra a função Balanço de branco (White balance em inglês), com algumas opções padrão que ajudam a deixar as cores o mais reais possíveis. São elas: luz de tungstênio, luz fria, ensolarado, nublado, sombra, etc, onde você escolhe a que mais se encaixa na iluminação de onde você está. É claro que também existe o modo automático, mas ele quase sempre precisa abrir mão de uma boa captura de cores para dar conta do balanço de branco, então evite usá-lo.

E quando a foto com cores “erradas” vira intenção? Para isso, basta configurar o balanço de branco também de forma “errada”. Por exemplo: para uma foto do pôr-do-sol, você pode escolher o modo luz fria ou nublado. Ele vai dizer para a câmera que a luz do ambiente está muito azulada, que precisa de mais amarelo e laranja nisso aí. Logo, o resultado vai ser um pôr-do-sol com muito mais cor e vida.

Falta apenas um post para o fim da série e o tema será “Distância focal”.

Abertura do Diafragma

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Na imagem aí em cima você consegue entender melhor essa coisa dos valores e também ver como são essas lâminas que compõem o diafragma na lente.

Depois de ter uma ideia do que se trata a série “Fotografia do começo” e de entender que a fotografia só acontece porque existe luz no post sobre exposição, hoje eu vou falar um pouco sobre a abertura do diafragma e o quanto ela interfere nas fotos. Antes de mais nada você precisa entender o que é esse tal de diafragma. Bom, o diafragma fica localizado na lente e é uma espécie de “olho” formado por inúmeras lâminas que criam um diâmetro de determinado tamanho que controla a entrada de luz no momento do clique. Obviamente, quanto mais aberto do diafragma (maior o diâmetro), mais luz entrará no mecanismo da câmera e vice-versa. A abertura do diafragma é medida por um valor “f/x”, onde x é o número correspondente à abertura.Atenção: quanto maior esse número, mais fechado o diafragma está. Quanto menor esse número, mais aberto o diafragma está. Esse método confunde muitas pessoas, então na dúvida, imagine que o diafragma seja o muro de uma casa. Quanto maior o muro, menos ladrões vão entrar. Quanto menor o muro, mais ladrões vão entrar. No caso, os ladrões representam a luz.   Pronto, agora vocês entendem o primeiro fator decisivo para a boa exposição de uma foto. Os outros dois lados do triângulo são a velocidade do obturador e o ISO, assuntos para os próximos posts.

Exposição

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Antes de qualquer coisa, para aprender os conceitos básicos e começar a fotografar cada vez melhor, você precisa saber uma coisa: a fotografia só acontece porque existe luz. É ela que sensibiliza o sensor da câmera, é ela que cria texturas, formas, é ela que permite que a câmera literalmente veja o assunto a ser registrado em forma de imagem.

Todos os mecanismos de sensores, espelhos, motores e peças que compõem uma câmera, ficam a maior parte do tempo escondidos, mas eles precisam ficar expostos por um tempo para que a luz entre de fato na máquina, e as fotos sejam feitas. A essa entrada de luz, chamamos de exposição.

Se a gente parar e pensar um pouquinho, é fácil e lógico descobrir que: quando a luz entra mais do que o necessário na câmera, a foto fica muito clara, fica superexposta (processo de superexposição). Da mesma forma, quando a luz entra de menos, a foto fica escura, fica subexposta (subexposição).

 

O fotômetro é um sensor que mede as condições de luz da cena para onde você está apontando;ele está presente em 99% das câmeras, mas como eu disse no post de introdução, essa série é destinada a quem tem uma câmera que possibilita total controle manual de todas as opções e funções. No caso, pouquíssimas compactas, algumas superzooms e as DSLRs. Quando esse controle é possível, a câmera dispõe de uma “régua” que controla o fotômetro. Quando a câmera é quase toda automática, o fotômetro existe, mas faz o trabalho sozinho.

Se sua câmera se encaixa no grupo das mais manuais, você provavelmente vai identificar – no LCD ou olhando pelo viewfinder na hora de fotografar no modo manual – uma ferramenta com esse formato de régua da imagem abaixo que mostra as informações do fotômetro sobre a luz. O indicador no meio significa que você já pode clicar, vai dar tudo certo. O indicador para a esquerda significa subexposição. Para a direita, superexposição.

Essas são as duas réguas que mais aparecem nos fotômetros. A maior diferença entre elas é que os sinais de + e – ficam de lados diferentes, mas isso não interfere: indicador para a esquerda = subexposição; indicador para a direita: superexposição.

Para ajustar o fotômetro, ou seja, definir corretamente a quantidade de luz que deve entrar através da lente, você precisa alterar as configurações de uma, duas, ou das três principais variáveis que controlam a luz: a abertura do diafragma, a velocidade do obturador e o ISO.

Que monte de nomes é esse? É de comer? O que eles fazem? Isso é assunto para o próximo post, minha gente! Vai ao ar num horário diferente, em outro dia, mas nesse mesmo blog.

P.S.: As câmeras também possuem uma opção chamada “Compensação de exposição”, conhecida pela sigla EV, e que tem uma régua parecida com a do fotômetro em si. Com ela você pode definir a exposição artificialmente, o que pode ser extremamente útil caso você siga um estilo com fotos bem escuras ou bem claras.

Como criar uma imagem de cor seletiva no Lightroom

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Você já ouviu falar em fotografia de cor seletiva? Há muito tempo é algo que tem sido usado nos filmes – A Lista de Schindler e Sin City são alguns exemplos – e, mais recentemente a Budweiser tem usado em suas campanhas de publicidade para destacar seus produtos. E mesmo se você não goste da cor seletiva, ou se acha brega na maioria das vezes, você tem que admitir que é uma grande técnica para usar quando você está tentando chamar a atenção para um determinado assunto e é algo útil para aprender e fazer facilmente usando o Lightroom.

Então hoje mostraremos neste tutorial como criar imagens de cor seletiva em apenas alguns minutos sem precisar do uso de outro software de edição.

Mas primeiro devemos nos perguntar, o que faz uma boa imagem de cor seletiva?

Primeiro, precisamos ter certeza do que procurar quando fotografamos nossas imagens, porque a fotografia de cor seletiva não é algo adequado para qualquer situação. Se você é um fotógrafo de paisagem , um fotógrafo de retratos , ou alguém clicando nas ruas da cidade é importante pensar bem no que vai fazer porque cor seletiva não pode ser uma coisa forçada. Normalmente você vai querer destacar uma cor vibrante em uma cena bastante monótona, folhas caindo podem funcionar muito bem , olhos azuis em retratos são um tema muito comum, vestidos brilhantes,roupas de trabalho, maquiagem e outros também ficam legal.Um último ponto é que você deve se certificar é de que tudo o que você está mantendo as cores vai agregar algo de valor para a fotografia e não é algo que vai prejudicar a cena global.  Bom, agora que já sabe o que precisa na teoria para executar uma boa edição de cor seletiva vamos por isso em prática no nosso Lightroom.

Vejam a imagem abaixo:

1 Etapa:

O primeiro passo é pegar uma nova foto, importar no Lightroom e abrir o modo revelação. Após isso vá até o painel de cores HSL e remova a saturação de todas as cores que você não quer em sua fotografia. No nosso caso eu queremos manter o vermelho do vestido e todos as outras cores colocaremos tudo para o lado esquerdo como mostra a foto abaixo.

Nossa imagem ficou assim após essas modificações:

2 Etapa:

O passo seguinte será editar a imagem ao seu gosto – fizemos apenas alguns ajustes para você ter noção de mais ou menos onde deve chegar. Basta ir para a guia de edição básica do Lightroom mexer nos parâmetros até deixar a imagem do jeito que você gosta. Você notará que enquanto você faz isso, algumas cores começar a reaparecer na fotografia, mas sem problemas, vamos corrigir isso na próxima etapa.

3 Etapa:

Limpar todas as cores indesejadas que apareceram depois do seu processo de ajuste pode ser feito facilmente com o pincel de ajuste. Selecione a sua ferramenta pincel de ajuste ou aperte a tecla “K” no seu teclado. Coloque a saturação do seu pincel de ajuste totalmente para a esquerda e pinte em qualquer lugar que você não quer cor. Se você errar basta apagar o pincel de ajuste feito e começar um novo até conseguir o resultado desejado. No nosso caso vamos tirar o batom da moça pois só queremos destacar o vestido na nossa imagem.

Etapa final:

Depois de chegar a este ponto, cabe a você como irá finalizar a fotografia à seu gosto com alguns toques finais no contraste, luz e outros ajustes. Uma boa dica é olhar o nosso tutorial de como fazer uma boa conversão para o preto e branco com o lightroom que dará uma boa perspectiva no que você também pode fazer com a técnica de cor seletiva.

Este foi o nosso resultado final após todos os ajustes na foto:

Gostaríamos agora de ouvir de vocês sobre essa grande polêmica da fotografia, você usa muito em algum tipo de foto, ou você odeia?  Bom, mesmo que você não ache bacana, um dia poderá precisar usar essa técnica muito comum e agora não terá mais recorrer a outro software de edição para fazê-lo, isso irá diminuir o tempo que você gasta nesse tipo de edição e deixará você mais a vontade para testar nas suas fotos e ver se combina ou não. Não esqueça de usar a sua criatividade para não entrar em um tema batido.

Então é isso pessoal, ficaremos por aqui desta vez, esperamos que tenham gostado deste tutorial e se curtiram não esqueçam de deixar seus comentários e compartilhar no seu Facebook e Twitter.

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